Luanda está a 7 horas de vôo aproximadamente do Rio de Janeiro, uma viagem toda realizada sobre o Atlântico, onde encontramos uma cidade quente e úmida na maior parte do ano. Este diário transcreve a viagem realizada pelo nosso Diretor Executivo Marcelo Lau, em função de projetos e treinamentos realizados em Maio e Junho de 2008.
O país colonizado pelos portugueses, traz em seus traços diversos aspectos similares ao Brasil, começando pelo uso da língua, o português. Mas diferente do Brasil o sotaque em Luanda é uma mistura do português de Portugal com as diversas expressões brasileiras, já que o Brasil é um país que mantêm longa relação política, cultural e comercial. Os vôos que saem do Rio de Janeiro à Luanda, em 3 vezes por semana são bem concorridos pelos seus viajantes.

Retrato da colonização portuguesa em museu de Luanda
O país passou por fortes mudanças nos últimos anos, se tornando um país de forte desenvolvimento econômico atualmente. Angola conta com o petróleo e diamante como fonte de riqueza nacional. Entretanto há outras riquezas que devemos mencionar com a beleza natural que é percebida em lugares com a ilha de mussulo.
Esta ilha está na costa de Luanda, e é um paraíso que conta com infra-estrutura para hospedar e atender visitantes que desejam saborear as delícias da cozinha angolana. Para quem aprecia frutos do mar, este é o lugar certo. O visitante em um almoço deverá gastar cerca de US$ 100,00 por um almoço que inclui buffet e bebidas.

Ilha de Mussulo no litoral de Luanda
Luanda é caracterizada por uma alta concentração de pessoas e veículos. Esta cidade comporta cerca de metade da população do país que se refugiou na cidade no período de guerra civil. O país composto por 18 províncias que representam 16 milhões de habitantes.
O clíma úmido e quente da cidade faz parte deste cenário em grande parte do ano, sendo que há períodos marcados por fortes chuvas e períodos de estiagem, que podem apresentar névoa, fenômeno chamado pelos luandenses como cacimbo.
A orla de Luanda é um cartão postal que mostra a arquitetura antiga contrastando com edifícios que surgem rapidamente. A cada visita percebe-se forte mudança em sua estrutura civíl.
A moeda, Kwanza, estava na proporção de 1 dólar para 74 kwanzas. O papel moeda que pode ser trocado pelas ruas da cidade não pode ser levado para fora do país, portanto recomenda-se que se troque apenas o necessário e que se gaste o excedente em compras.

Baía de Luanda
O artesanato é baseado em madeira e marfim. Recomenda-se que o turista compre peças em madeira representando a cultura de Angola em peças como o pensador, que é a figura humana estilizada de um homem e a palanca, um animal típíco do país que é símbolo em empresas como a TAAG (Transportes Aéreos de Angola). Caso deseje comprar, visite a feira do Benfica. Saiba pechinchar. Lembro que é necessário se adquirir um selo emitido do governo para cada peça de artesanato para que o mesmo possa sair do país.